Consultor Jurídico Conjur.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Competência Técnica

Por "competência técnica" deve-se entender a qualidade do profissional da Advocacia cujas habilidades na área de atuação são notórias. Daí a realização de um bom curso de graduação e o seu efetivo aproveitamento, a frequência em cursos de atualização jurídicos, o conhecimento de mais de um idioma estrangeiro e o domínio de noções em informática. Esse fator, ou seja, competência técnica, contribui muito para a própria segurança do Advogado o qual se sentirá mais capacitado para defender o interesse que lhe é apresentado. Aliás, essa capacitação faz parte de um dos deveres éticos do Advogado (art. 2º, parágrafo único, IV, do Código de Ética do Advogado).
Na competência técnica, é importante ressaltar a humildade necessária para assumir que a Ciência Jurídica possui uma extensão muito vastam, e que é praticamente impossível conhecer de forma aprofundada todas as áreas de conhecimento jurídico. A consequência de assumir alguma causa sem conhecer se assemelha a assumir alguma responsabilidade sem pensar, ensinando o Bushido sobre isto o seguinte:

"Se [...] alguém pega para si a responsabilidade sem pensar, será incapaz de prosseguir e ganhará uma má reputação por não ter tido princípios no momento necessário. Aliás, apenas depois de uma madura consideração é que se pode dar um conselho ou opinião."

Até pouco tempo, a Sociedade admitia o Advogado por "Clínico geral", que atuava em várias áreas. Atualmente, contudo, as especificidades da Ciência Jurídica são tamanhas que, para a própria segurança do Advogado é melhor renunciar uma causa que não conheça ou não saiba como proceder, do que assumi-la e perdê-la por falta de conhecimento (prazos recursais, recursos cabíveis, matérias arguíveis, etc.). Para muitos Advogados, ainda, dizer ao cliente que não aceitará a causa por desconhecimento é uma heresia. Contudo o insucesso da causa pode trazer danos ainda maiores ao causídico, pois, além de ter perdido a causa por desconhecimento, ainda sofre com a pecha de mau profissional. Esse risco é ainda maior atualmente em virtude da facilidade que os clientes têm de consultar seus processos por sistemas de acompanhamento dos autos de processo via internet, que informam as condições do processo e os atos processuais realizados.
Portanto, é melhor se especializar somente em algumas áreas do conhecimento do que se aventurar no desconhecido e afundar a satisfação do cliente juntamente com a reputação que o Advogado tanto tempo demorou a construir. 

Fonte: A Arte da Guerra para Advogados  

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