Consultor Jurídico Conjur.

domingo, 27 de março de 2011

Oração do Policial Militar

Senhor, muitos não sabem, mas Vós sabeis que não tenho dia certo, hora certa, local certo, obrigação certa, e a qualquer dia, a qualquer hora, onde houver alguém violando a Lei, ali haverei de estar para fazê-la acatada e respeitada.
Senhor, Vós bem sabeis quão dura e difícil é minha missão. Quase sempre incompreendida pelos homens.
É triste, Senhor, empenhar-me no cumprimento de uma árdua missão e depois não me sentir recompensado, sendo injustamente alvo de todas as críticas, ataques e injúrias por uma imprensa apaixonada e mal informada.
É triste despedir-me do lar ao sair para um serviço e não poder, talvez, a ele retornar.
É triste, Senhor, partir alegre, feliz para o trabalho e em vez de retornar ao lar ser levado a um hospital.
Muitos não sabem, mas Vós sabeis, que num instante, numa fração de segundo, ante a iminência do perigo, terei de tomar uma decisão imediata, certa ou errada mas uma decisão que, mais tarde, calculada e friamente, na calma de um momento que não aquele, na tranqüilidade acolhedora de gabinetes, será apreciada e julgada.
Muitos não sabem, mas Vós sabeis que nas Vossas noites, nas madrugadas frias, estarei sozinho, anônimo, perdido nas ruas silenciosas e desertas, mas vigilante, velando para que a população tenha um sono tranqüilo, sem saber, sem ter certeza de que alguém, vela pelo sono dos que em casa ficaram.
Mas, apesar de tudo é compensador, é consolador o sentimento do dever cumprido e o que é mais importante:
Saber, Senhor, que sou útil à sociedade.
É consolador saber que a minha simples presença evitou que um delito se consumasse.
É consolador saber que o delinqüente que matou, que feriu, que assaltou, que perturbou a tranqüilidade alheia, não mais matará, não mais ferirá, não mais assaltará, não mais perturbará a ninguém porque foi entregue á Justiça.
É consolador ver o sorriso inocente das crianças alegres seguras nas
escolas, nos parques, ao atravessarem as ruas, porque ali estarei sempre atento e vigilante.
Senhor, dai-me coragem e serenidade para enfrentar o inimigo da Lei e da sociedade e que nunca, Senhor, nunca, seja obrigado a usar a arma que o Estado coloca em minhas mãos e que eu possa sempre empregar o poder da palavra, da persuasão, da astúcia e da inteligência.
E quando porventura, falharem todos esses argumentos e tiver que empregar a violência, iluminai-me, Senhor, para que eu possa usar tão somente o mínimo necessário.
Dai-me, enfim, coragem, força e ânimo para renovar diariamente, o compromisso solene que prestei perante Vós, de defender a honra e a integridade da pátria e da sociedade até com o sacrifício de minha própria vida.

quarta-feira, 9 de março de 2011

SIGNIFICADO DO CARNAVAL

       São milhões de pessoas nas ruas, fantasias, bebidas, sexo, imoralidade, violência, AIDS e muitas outras desgraças. Mas a cada dia cresce esta feta diabólica no nosso país. Por isto quero trazer alguns esclarecimentos.
I. Origem: antes do mais, diga-se algo sobre a etimologia de “Carnaval”.
Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos do latim tardio “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; esta derivação indicaria que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. - Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da Quaresma, ou seja, ao domingo da Qüinquagésima, o título de “dominica ad carnes levandas”; a expressão haveria sido sucessivamente, carneval ou carnaval”. - Um terceiro grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: donde a forma Carnavale.



2 – História-
Festa popular, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o território nacional.

Conceito e origem. O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.
O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.
A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida

Carnaval, o frisson que faz parte do inconsciente coletivo, encontrou no Brasil uma terra fértil para a sua expansão, aqui “o jeitinho brasileiro”, a criatividade, o espírito gozador e a ginga que ninguém possui, deu ao carnaval um toque bem brasileiro. O que perdemos da origem do carnaval foi o culto e os festejos à natureza, aliás, o que se lembra da natureza no carnaval é que não chova, para não molhar a festa ou estragar o passeio do feriado prolongado.

RESUMINDO:

 O CARNAVAL ALÉM DE ALEGRIAS TRAZ INFELICIDADES, DINHEIROS NOS BOLSOS DOS APROVEITADORES E ACERTO DE CONTAS COM O "COISA RUIM", É MELHOR FICAR EM CASA.. EU PREFIRO, FICAR COM A MINHA FAMÍLIA JUNTO A AMIGOS..
 




terça-feira, 1 de março de 2011

NÃO DÁ PRA ACREDITAR!!!! Justiça revoga título de 87 do Mengão, diz presidente do Sport

Recife - O presidente do Sport, Gustavo Dubeux, anunciou nesta terça-feira em seu Twitter que, por decisão do juiz da 2ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) será obrigada a desconsiderar o título brasileiro de 1987 do Flamengo, concedido pela entidade no último dia 21.
"O juiz da 2ª vara federal, Dr. Francisco Alves, notificará a CBF para que em 48 horas, ela revogue seu ato e considere nosso SPORT o único CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1987, parabenizo nosso grande vice-jurídico João Humberto Martorelli pelo seu árduo trabalho nesse caso! PST", postou o mandatário.
A informação divulgada por Gustavo Dubeux foi confirmada pelo vice-presidente de comunicação do Sport, José Alves, em entrevista exclusiva ao Terra. A expectativa do dirigente é que a CBF tenha de tornar pública a notícia na próxima sexta-feira, já que a Justiça Federal comunicaria em 24 horas a decisão, e a entidade teria mais 48 horas para tirar do site e de todos os outros meios a informação de que o Flamengo também seria campeão do Brasileiro de 1987.
"É mais uma motivação para o torcedor encher a Ilha do Retiro amanhã (quarta)", comemorou o dirigente, falando sobre a partida contra o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil.

No Rio de Janeiro, o vice-jurídico do Flamengo, Rafael de Piro, se disse surpreso com a notícia. Segundo ele, a CBF em nenhum momento retirou o título do time pernambucano.
- Estou estarrecido. Contraria uma decisão da própria Justiça Federal transitada em julgado (decisão final que não cabe mais recurso). É um absurdo completo. Acho que a CBF não está obrigada a cumpri-la. A CBF em nenhum momento retirou o título do Sport. Vou buscar mais informações para me pronunciar com mais propriedade.
A decisão da CBF de considerar o Flamengo também como campeão brasileiro de 1987 foi anunciada no dia 21 de fevereiro. O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, disse que o clube carioca apresentou um estudo detalhado pedindo que a entidade reconsiderasse a posição original da entidade e que reconhecesse o clube carioca como campeão juntamente com o pernambucano.
Carlos Eugênio Lopes considerou os argumentos bastante convincentes e lembrou que após a unificação dos títulos desde 1959 seria injusto não resolver a pendência da Copa União. Na cerimônia de distribuição das faixas, em dezembro do ano passado, Ricardo Teixeira disse que, como havia uma decisão judicial transitada em julgado a favor do Sport, poderia ser preso se desse a taça aos rubro-negros cariocas. Na última segunda, o diretor jurídico da CBF garantiu que, judicialmente, não havia o que o Sport contestar.

Longa batalha política

Em abril de 2010, a CBF havia batido o martelo de que a Taça das Bolinhas deveria ser entregue ao São Paulo, oficialmente considerado o primeiro time a ganhar cinco vezes o Brasileiro. Na ocasião, Ricardo Teixeira disse que a decisão era irrevogável. Dois dias antes, Fábio Koff havia sido reeleito presidente do Clube dos 13 com apoio de Patrícia Amorim. Ricardo Teixeira preferia que o eleito fosse Kléber Leite.
Na eleição de Koff, Patrícia estava ao lado de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. No dia 14 de fevereiro, o dirigente tricolor recebeu oficialmente a Taça das Bolinhas, apesar dos protestos da diretoria rubro-negra. A CBF argumenta que a decisão de entregue a taça foi da direção da Caixa Econômica Federal.
No site oficial tricolor, Juvenal Juvêncio publicou uma carta para dar satisfação a Patrícia Amorim sobre o caso. O presidente foi respeitoso, elogiou Patrícia, mas argumentou que não poderia abrir mão de um troféu "que materializa o símbolo de algumas das mais importantes conquistas desportivas dessa entidade". No dia da entrega da taça, Juvenal comentou que "ia se deliciar" com o troféu.
O Flamengo respondeu com um pedido de busca e apreensão na 50ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.