Consultor Jurídico Conjur.

domingo, 22 de dezembro de 2013

O FAST FOOD DO CONTEÚDO

Na era da internet, o click vale ouro. Isso, porque quanto mais clicks, os usuários dos grandes portais são expostos a mais impressões de mensagens publicitárias, a principal fonte de receitas dos portais, pagas pelas empresas que desejam apresentar suas marcas e produtos.

Sendo assim, quanto mais atrativo é o conteúdo, mais clicks, mais impressões publicitárias e por consequência, mais receitas. Resumindo, quanto mais atrativo é o conteúdo, mais receitas.

Como sabemos que um conteúdo é mais atrativo? Quanto ele é mais clicado, simples assim. E os mais clicados, segundo as pesquisas do Google, são sempre os relacionados a desgraças e futilidades, isso sem contar com os conteúdos relacionados a pornografia, é claro.

Então a receita para faturar mais nos portais é simples: basta oferecer o maior número possível de desgraças e futilidades nos conteúdos que a audiência imediatamente sobe e por consequência o faturamento no final do mês. É a indústria da mediocrização em looping, formando um verdadeiro ciclo vicioso para atender a fome insaciável por alimentar-se de lixo que tem os seus usuários.

A qualidade e a profundidade do conteúdo que você consome é consequência da fome que você tem e dos "hábitos alimentícios" que desenvolveu ao longo da vida. Como alguém já disse, "você tem fome de que?". 

O fast food do conteúdo tem produzido um número incalculável de obesos mórbidos cerebrais com altos teores de colesterol, ou melhor, de besterol, por todo mundo...

Bem, sabemos que tudo isso não mudaria da noite para o dia e tampouco é a minha intenção ao escrever este texto para ter a pretensão de mudar esta realidade. Escrevo para lhe mostrar que para ter resultados diferentes, para se destacar, para sair desta boiada, você deve investir em afastar-se da futilidade e das desgraças despejadas diariamente nos meios de comunicação. 

Desenvolva outros "hábitos alimentares" e busque conteúdos que lhe inspire e encoraje a olhar o mundo fora da influência massiva e medíocre do senso comum. Minha missão com o GV é despertar e revelar, em meio a esta multidão de descontentes, pepitas de outro, preciosidades, pedras preciosas perdidas. Sim, estou falando com você mesmo. Alguns loucos têm sido despertados e esses têm mudado as suas realidades de forma inquestionável. 

Sim, este texto é pra você.
Fonte: GV

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Senso Comum, by GV

O SENSO COMUM PAIRA NO AR

Mas o que é o senso comum?

Ele é formado pelo conjunto de opiniões, visões e valores adotados pela mente coletiva. O senso comum é a famosa voz do povo, pretensiosamente chamada de voz de Deus. Talvez ela mais se assemelhe a voz do demônio, porque na contramão deste conceito, há quem tenha dito que toda unanimidade é burra e além disso, o senso comum conduz ao inferno para arder por toda vida no mar da estagnação e da mediocridade.

É muito comum, dentro do senso comum, sermos desencorajados a acreditarmos em inovações, em novos conceitos que sejam diferentes daqueles herdados de geração em geração que mantém as grandes massas dentro do seu quadrado e num lugar aparentemente mais seguro, porém estagnado. Neste lugar, acostuma-se com tudo: com o ônibus cheio, com o tem cheio, com a marmita fria, com horas no engarrafamento, com as cartas de cobrança do SPC, com o medo de perder o emprego, o medo do futuro e toda sorte de medo que assombra as noites úmidas do senso comum

O senso comum domina as mentes e com isso, domina as decisões e com isso, produz resultados comuns que finalmente sustentam a tese das impossibilidades, mostrando por A + B que não é possível fazer nada para mudar, portanto, "vivamos dentro do senso comum porque neste lugar pelo menos estaremos livres de grandes frustrações". Mas o que é mais frustrante do que manter os seus sonhos engavetados e viver todo santo dia com os planos B, C, D... Z?

Quem criou o senso comum? Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe, mas ele paira por aí, no ar, dentro das famílias, da escola, da Universidade, na Igreja, nas rodas de bar, na praia e na maioria das empresas privadas e públicas no planeta.

Quem tiver a coragem de se livrar do senso comum terá muito mais chances de sair dessa corrida de ratos, vai parar de correr atrás do próprio rabo e de papéis na ventania. Além disso, terá mais possibilidades de navegar num oceano azul, com as mãos sobre o leme.

Todas as vezes que alguém contraria as "normas" deste tal senso comum é imediatamente e brutalmente criticado pelos seguidores da boiada. Ele será chamado de louco, iludido, sonhador, fora da realidade ou coisas do gênero. 

Experimente dizer: "Vou sair da faculdade" ou "não quero saber de estabilidade. Eu quero ganhos sem limites" ou experimente dizer: "Não quero fazer medicina, porque eu prefiro fazer música" ou então, pra acabarem de lhe dizer que você é um retardado, diga assim: "EU GOSTO DE TRABALHAR"...

Os conceitos do senso comum são as novas algemas de uma nova modalidade de escravidão moderna. É a escravidão da mente, aquela, por exemplo, que prefere o certo ao duvidoso, um tipo de escravidão que prefere a estabilidade `as chances de se realizar fazendo o que gosta, é uma modalidade de escravidão que prefere um emprego do que um trabalho, um salário do que um dividendo, a escravidão que odeia o trabalho, que abomina o esforço e que reduz o escravo a um mero pagador de contas no final do mês e nada mais. 

Sei que o discurso é duro, mas é menos real do que duro. A revolução que pode libertar o indivíduo dessas algemas acontece dentro da mente, na cachola, em sua massa cinzenta, muito antes de meter a mão na massa, a sua mentalidade determina se você está escravizado pelo senso comum ou se é livre para fazer as suas próprias escolhas. Esta revolução é brutal, porém sem armas, mas acontece no sangrento campo de batalha chamado: sua mente.

Como eu disse, o senso comum está por aí pairando no ar. Os que se libertarem dele, serão livres para voar e, depois de terem sido vítimas de bullying por anos, por sua coragem de contrariar o fluxo, depois de alcançar o seu sucesso, receberão os famosos tapinhas nas costas dos puxa-sacos de plantão, seguidores fiéis do senso comum, perplexos dizendo: "esse deu sorte"... 

Fonte: GV 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

“Advogado é custo e engenheiro é produtividade” – Nota pública da OAB

A respeito da manifestação da presidenta Dilma Rousseff na data de ontem, 25/9, em Nova Iorque/EUA, segundo a qual “advogado é custo e engenheiro é produtividade”, a Ordem dos Advogados do Brasil vem a público se manifestar.
A Ordem dos Advogados do Brasil tem a convicção da sua importância na construção de uma sociedade plural e democrática, exercendo papel relevante na história do Brasil nas lutas pelas liberdades e pelo Estado de Direito. Longe de representar um custo para qualquer governo, a advocacia significa um investimento, pois é através dos advogados que a sociedade se faz ouvir e exige o cumprimento dos compromissos constitucionais.
A Constituição Cidadã, que completará vinte e cinco anos em outubro próximo, valorizou a importância da advocacia, reconhecendo-a como imprescindível para a entrega da justiça, além de outorgar à Ordem legitimidade universal para provocar o controle de constitucionalidade.
O atual Governo não se descuidou da importância da advocacia, inclusive convidando a OAB para elaborar conjuntamente com membros do Ministério da Educação um marco regulatório para o ensino jurídico no Brasil. Trata-se de uma conquista histórica dos advogados, que irá colaborar para o aperfeiçoamento de todas as carreiras jurídicas, e não apenas da advocacia. Na recente crise representativa, dos movimentos de junho de 2013, a própria presidenta Dilma Rousseff convidou a OAB para discutir soluções para as reivindicações populares.
O controle mais rígido na abertura de novas vagas do curso de Direito se deveu ao atendimento de antigo pleito da advocacia em razão da baixa qualidade do ensino jurídico. Até bem pouco tempo, os governos ignoravam os pareceres da OAB recomendando o fechamento de cursos de péssima qualidade. Agora, os advogados são ouvidos.
Diante desse cenário, acredita a Ordem dos Advogados do Brasil não ter passado de um equívoco a manifestação de Sua Excelência, a presidenta Dilma Rousseff, inclusive em tom descontraído, pois sabemos todos, na sociedade, a importância e a imprescindibilidade da advocacia para a manutenção do Estado de Direito, a solidificação da Democracia e a consequente conquista de uma sociedade livre e mais justa. Advogado respeitado, cidadão valorizado.
Diretoria do Conselho Federal da OAB
Fonte: OAB
A nota da OAB foi amena, sóbria, meio que retirando um pouco a importância ou a seriedade da manifestação da presidente Dilma. Foi uma nota política, por assim dizer, maneirando no tom mas sem deixar de mostrar discordância.
E está certa também em mostrar essa discordância, pois tal frase pegou muito, mas muito mal entre os advogados: ninguém gostou.
De toda forma, ao menos institucionalmente, foram postos panos quentes nessa história.